Perfil epidemiológico de automedicação entre acadêmicos de medicina de uma universidade pública brasileira / Epidemiological profile of self-medication among medical academics of a brazilian public university

Helena Cardoso Bernardes, Flávia Ferreira Costa, Jade Carvalho Souza Wanderley, Júlia Pires de Farias, Lucas Sousa Liberato, Edlaine Faria de Moura Villela

Abstract


Introdução: Automedicação é entendida como sendo a prática de ingerir substâncias de ação medicamentosa sem a indicação e/ou acompanhamento de um profissional de saúde qualificado. Objetivo: Estabelecer a porcentagem de acadêmicos de medicina da Universidade Federal de Jataí que já realizaram a compra de medicamentos sem orientação qualificada. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo e transversal realizado por meio de um questionário respondido pelos discentes do curso de medicina no mês de novembro de 2019. Resultado: Na análise estatística dos resultados observou-se que em todos os ciclos do curso, básico, clínico e internato, mais de 90% dos discentes já compraram medicamentos sem orientação qualificada. Conclusão: Existe uma alta prevalência de estudantes de medicina da Universidade Federal de Jataí que utilizam medicamentos sem prescrição médica. O uso de conhecimento acadêmico para se automedicar e o sentimento de aptidão para se automedicar aumentaram ao decorrer dos ciclos do curso. O ciclo básico obteve a maior porcentagem de discentes que acreditam na existência de malefícios na automedicação. Os fármacos mais automedicados foram anti-inflamatórios não esteroidais e antibióticos, ambos podem causar graves consequências se utilizados de maneira incorreta e sem a supervisão de um especialista. 


Keywords


Automedicação, perfil de saúde, centros médicos acadêmicos.

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DOI: https://doi.org/10.34119/bjhrv3n4-111

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