Sífilis congênita no Pará: O panorama de uma década na região metropolitana de Belém / Congenital Syphilis in Pará: The panorama of a decade in the metropolitan region of Belém

Aline Carolina Castro Mota, Carla Hineida da Silva de Andrade, Danielma Carvalho de Lima, Gilson Guedes de Araújo Filho, Isabelle Cássia Viana de Araújo, Juliane Tayse Ribeiro Maia, Lorena Oliveira Gonçalves, Luciano Sami de Oliveira Abraão, Manuela Dias Leite, Yasmin Amorim dos Santos

Abstract


A sífilis congênita, causada pelo Treponema pallidum, é uma moléstia infecciosa de abrangência mundial. Considerada um evento sentinela para avaliar a Atenção Primária em Saúde, a persistência de falhas no controle desse agravo está associada aos obstáculos na assistência pré-natal do Brasil. Sobretudo na última década, a região Metropolitana de Belém/Pará vivencia tal realidade, justificando essa investigação. Trata-se de um estudo quantitativo, descritivo, retrospectivo, executado mediante levantamento de dados do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). A amostra foi composta por 2.078 casos entre 2008 a 2018. Observou-se a tendência de crescimento da notificação de casos confirmados até 2016; contudo, entre 2017-2018 visualizou-se declínio. A faixa etária mais acometida foi de conceptos de até 6 dias. Houve predomínio da raça parda e do sexo masculino, bem como prevalência entre mães que realizaram pré-natal. O percentual dos parceiros sexuais não tratados fora significativo. Existiu maior quantitativo de casos com evolução benigna. É fundamental reforçar que os fatores que implicam em maior índice da doença podem ser amenizados por medidas preventivas e de acompanhamento.

 

Palavras-Chave: 


Keywords


Sífilis Congênita, Transmissão Vertical de Doença Infecciosa, Monitoramento Epidemiológico, Qualidade da Assistência à Saúde.

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DOI: https://doi.org/10.34119/bjhrv3n4-107

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