Incidência Clínica da Hanseníase no Município de Ananindeua, Pará, Brasil, 2014 a 2017 / Clinical Incidence of Leprosy in the Municipality of Ananindeua, Pará, Brazil, 2014 to 2017

Claudia Camila de Farias Nascimento, Cleyton Vieira Borges, Ana Gabriela Sousa Gonçalves, Deborah Nunes da Silva, Monica Santiago de Sousa, Tamires de Nazaré Soares, Zélia de Oliveira Saldanha, Suziane do Socorro dos Santos

Abstract


Introdução: A hanseníase é definida como uma doença tropical, de evolução crônica, infectocontagiosa e passível de cura. Objetivo: Descrever a incidência clínica da hanseníase, através do banco de dados do DataSUS, no município de Ananindeua, no período de 2014-2017. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal e que teve como cenário o município de Ananindeua, localizado no Estado do Pará. Foram obtidas por meio da base de dados do sistema informatizado de dados das notificações de hanseníase, vinculado à Secretaria Municipal de Saúde e ao DataSUS abrangendo o período entre 2014-2017 onde foi analisada a incidência da doença nos sexos e suas formas clinicas. Devido ao número insuficiente de casos notificados da forma indeterminada (paucibacilar), esta forma clínica não foi incluída no estudo por não interferir nos resultados e na análise. Resultados e discussão: foram notificados 329 casos novos de hanseníase de residentes do município de Ananindeua. Houve uma incidência maior para o sexo masculino, tanto no total de casos notificados como na sua forma clínica, sendo de 181 (55%) casos registrados para o sexo masculino e 148 (45%) casos para o sexo feminino. Observa-se que a maioria dos registros eram multibacilares, apontando diagnósticos tardios, sobretudo nos integrantes do sexo masculino, os quais apresentaram os maiores dados. Conclusão: Com base nos dados, observa-se que as taxas de detecção entre homens e mulheres necessitam de estratégias distintas no panorama clínico da hanseníase no município. Assim, como prevenção e tratamento para ambos os sexos.


Keywords


Hanseníase, Forma clínica, Sexo.

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DOI: https://doi.org/10.34119/bjhrv3n4-094

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