Telemedicina e a assistência médica a pacientes HIV positivo no estado do Pará/ Telemedicine and medical assistance to HIV positive patients in the state of Pará

Paula Yasmin Camilo Coelho, Taiane do Socorro Silva Natividade, Andreson Iuler Melo Benjamin, Isis Chaves Souza Alves, Larissa Fernandes Silva de Souza, Michelle Amaral Gehrke, Paola dos Santos Dias, Ana Carla Carvalho de Magalhães, Napoleão Braun Guimarães

Abstract


Introdução: Embora a incidência de Síndrome da Imunideficiência Humana apresente queda ao longo dos anos no Brasil, somente no ano de 2017 foram registrados 37.791 casos, com grande destaque a região Norte. Neste sentido, com a emergência da utilização da telemedicina, esta também pode auxiliar no acompanhamento de pessoas que convivem com HIV/AIDS. Objetivo: Identificar as principais dúvidas e resolutividade das condutas indicadas por meio da utilização da teleconsultoria na assistência do paciente HIV positivo no estado do Pará. Método: Este trabalho foi realizado na Plataforma Telessaúde Núcleo Pará, onde foram pesquisadas as palavras-chave “HIV”, “anti-HIV”, “AIDS”, e “SIDA” com fins de filtrar as teleconsultorias que abordavam o tema de estudo. A partir do filtro, foram selecionadas 45 teleconsultorias que foram analisadas segundo as dúvidas relacionadas ao tema e como a telemedicina auxiliou no acompanhamento destes casos. Resultados: De 18.776 solicitações na plataforma Telessaúde apenas 45 casos foram relatados na plataforma com as palavras-chave, sendo que a grande maioria dos casos tratavam de dúvidas recorrentes em nível de atenção básica, abordando questões relacionadas à sorodiscordância, à ética médica e à quebra do sigilo profissional, além de acompanhamento Pré Natal da gestante HIV positiva, uso de preservativo para casais sorodiscordantes e a possibilidade de concepção entre estes tipos de casais. Sabe-se que a plataforma Telessaúde foi criada com fins de auxiliar médicos no interior do Pará por meio da teleconsultoria, entretanto, a plataforma pode ainda promover auxílio por meio também da assistência e da educação continuada, facilitando o acesso à informação aos médicos situados no interior do Pará, oferecendo meios de esclarecer dúvidas sobre sorodiscordância, tratamento e referenciamento em cidades onde o acesso a serviços especializados ainda se encontra deficiente. Conclusão: Pode-se concluir que a Telemedicina presta auxílio a diversos profissionais situados no interior do estado do Pará e esclareceu dúvidas como sorodiscordância, pré natal da paciente HIV positivo e detecção de infeções oportunistas, auxiliando na ampliação da melhoria da Atenção Primária em Saúde e no melhor manejo destes pacientes.


Keywords


Telemedicina, Atenção Primária em Saúde, Síndrome de Imunodeficiência Adquirida.

References


WHO Global Observatory for eHealth. (‎2010)‎. Telemedicine: opportunities and developments in Member States: report on the second global survey on eHealth. World Health Organization. https://apps.who.int/iris/handle/10665/44497.

Santos AF, D’Agostino M, Bouskela MS, Fernandéz A, Messina LA, Alves HJ. Uma visão panorâmica das ações de telessaúde na América Latina. Rev Panam Salud Publica. 2014; 35(5/6):465–70. https://iris.paho.org/handle/10665.2/7888.

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Gestão da Educação na Saúde. Departamento de Gestão da Educação na Saúde. Telessaúde. Brasília: MS; 2007.

Brasil. Ministério da Saúde. Programa Telessaúde Brasil para apoio à Estratégia de Saúde da Família no Sistema Único de Saúde. Brasília: MS; 2010.

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde. Apresentação da produção de atividades dos Núcleos de Telessaúde. Brasília: Ministério da Saúde; 2015.

Maldonado JMSV, Marques AB, Cruz A. Telemedicina: desafios à sua difusão no Brasil. Cad. Saúde Pública. 2016; 32(2): e00155615. https://doi.org/10.1590/0102-311X00155615.

Starfield, B. Atenção primária: equilíbrio entre necessidades de saúde, serviços e tecnologia. Brasília/UNESCO: MS, 2002.

Brasil. Guia de Referência Rápida Infecção pelo HIV e AIDS Prevenção, Diagnóstico e Tratamento na Atenção Primária. [online]. 2015 [acesso em 13 mar 2019]. Disponível em: http://www.rio.rj.gov.br/dlstatic/10112/6552790/4176326/GuiadeReferenciaRepidaemHIV_AIDS_pagsimples_web.pdf.

Vieira ACS, Rocha MSG, Head JF, Casimiro IMAPC. A epidemia de HIV/Aids e a ação do Estado. Diferenças entre Brasil, África do Sul e Moçambique. R. Katál. 2014; 17(1):196-206. https://doi.org/10.1590/S1414-49802014000200005.

Bastos LM, Tolentino JMS, Frota MADO, Tomaz WC, Fialho MLDS, Batista ACB, Teixeira AKM, Barbosa FCB. Avaliação do nível de conhecimento em relação à Aids e sífilis por idosos do interior cearense, Brasil. Ciência & Saúde Coletiva. 2018; 23(8): 2495-2502. https://doi.org/10.1590/1413-81232018238.10072016.

Silva R. Quando a escola opera na conscientização dos jovens adolescentes no combate às DST. Educar em Revista. 2015;57:221-38. https://doi.org/10.1590/0104-4060.41170.

Ministério da Saúde (BR). Boletim epidemiológico HIV Aids 2018. Secretaria de vigilância em Saúde. 2018;49(53):7-9.

Brasil. Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990. Lei Orgânica da Saúde. Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras providências. Brasília, 19 de set. 1990.

Reis RK, Gir E. Vulnerabilidade ao HIV/AIDS e a prevenção da transmissão sexual entre casais sorodiscordantes. Rev Esc Enferm USP. 2009; 43(3):662-9. https://doi.org/10.1590/S0080-62342009000300023.

Ministério da Saúde (BR). Secretaria de Vigilância em Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para manejo da infecção pelo HIV em crianças e adolescentes. Brasília, DF; 2014.

Abebe W, Teferra S. Disclosure of diagnosis by parents and caregivers to children infected with HIV: prevalence associated factors and perceived barriers in Addis Ababa, Ethiopia. AIDS Care. 2012; 24: 1097– 102.

Silva AP, Corrêa CM , Barbosa JAG, Borges CM , Souza MCMR. Aconselhamento em HIV/Aids e sífilis às gestantes na atenção primária. Rev enferm UFPE online. 2018;12(7):1962-9. https://doi.org/10.5205/1981-8963-v12i7a236251p1962-1969-2018.

Cancian NR, Beck ST, Santos GS, Bandeira D. Importância da atenção multidisciplinar para resgatar o paciente com HIV/AIDS apresentando baixa adesão à terapia antirretroviral. Rev. Atenção à Saúde. 2015; 45(13)55-60. https://doi.org/10.13037/ras.vol13n45.2910.

Colaço AD, Meirelles BHS, Heidemann ITSB, Villarinho MV. Care for the person who lives with HIV/AIDS in primary health care. Texto contexto - enferm. 2019; 28: e20170339. https://doi.org/10.1590/1980-265x-tce-2017-0339.

Cunha IS. Educação permanente em saúde e planejamento estratégico situacional: o caso da Secretaria Estadual de Saúde do Piauí. Dissertação (Mestrado Profissional em Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde) Rio de Janeiro: Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca; 2009.

Rezende EJC, Melo MCB, Tavares EC, Santos AF, Souza C. Ética e telessaúde: reflexões para uma prática segura. Rev Panam Salud Publica. 2010;28(1):58–65. https://doi.org/ 10.1590 / S1020-49892010000700009

Organização Pan-Americana da Saúde. Gestão do Conhecimento em Saúde no Brasil: avanços e perspectivas. Brasília, 2009.

Pessoa CG, Sousa L, Ribeiro AL, Oliveira TB, Silva JLP, Alkmim MBM, Marcolino MS.Description of factors related to the use of the teleconsultation system of a large telehealth service in Brazil–the Telehealth Network of Minas Gerais. JISfTeH. 2016; 4(4),1-9. https://journals.ukzn.ac.za/index.php/JISfTeH/article/view/133.




DOI: https://doi.org/10.34119/bjhrv3n4-068

Refbacks

  • There are currently no refbacks.