Prática de atividade física, a percepção do ambiente e o perfil sociodemográfico nos diferentes distritos de saúde do SUS do município de Ribeirão Preto – SP / Practice of physical activity, a perception of the environment and the sociodemographic profile in the different SUS health districts of the city of Ribeirão Preto - SP

Paula Parisi Hodniki, Carla Regina de Souza Teixeira, Mirele Coutinho Dias, Rafael Aparecido Dias Lima, Julieta Lavin Fueyo, Barbara Aparecida Binhardi, Plinio Tadeu Istilli, Jennifer Vieira Paschoalin Marques

Abstract


O conhecimento da percepção do ambiente das pessoas para a prática de atividade física e sua distribuição nos distritos de saúde no município contribui para o planejamento nas intervenções públicas em saúde. O objetivo do estudo foi analisar a percepção do ambiente para a prática de atividade física, e o perfil sociodemográfico dos usuários do SUS do município de Ribeirão Preto – SP, coletados nos cinco distritos de saúde da cidade. Dos 719 participantes, 71,20% são do sexo feminino e 28,80% do masculino. A maioria dos participantes tinha idade de 34 a 59 anos (40,80%), 40,80% pessoas com ensino fundamental incompleto, 51,90% das pessoas são da classe econômica C, 43,40% referiram estar com emprego e (70,10%) e apresentar DCNT. Em relação a prática de atividade física, 21,00% praticavam como deslocamento e 16,00% no lazer, em relação à recomendação. A maioria percebeu que o ambiente em relação ao acesso às conveniências, segurança no trânsito, segurança geral, apoio social para a prática de atividade física e poluição geral, era ruim ou regular. Foram encontradas diferenças na percepção do ambiente entre os distritos de saúde. Essas informações são necessárias para a elaboração de intervenções com trabalho multiprofissional para a educação em saúde. E, para repensarmos sobre o ambiente construído e políticas de incentivo e apoio social para a prática de atividade físicas das pessoas com e sem doenças crônicas que utilizam o Sistema Único de Saúde.


Keywords


Atividade física, Doenças Crônicas, Atenção Primária de Saúde

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DOI: https://doi.org/10.34119/bjhrv3n3-126

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