Profissionais da SAE e as estratégias utilizadas no manejo ao paciente HIV/AIDS / SAE professionals and the strategies used in the management of the HIV/AIDS patient

Alexssandra da Silva Vieira, Wendell Soares Carneiro, Kerllane Rafaella Freire do Nascimento Santos, Maíla Bezerra Souza, Cláudia Fabiane Gomes Gonçalves

Abstract


Introdução: A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) é resultante de uma manifestação clinicamente avançada da infecção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV). A infecção pelo HIV/AIDS evidencia-se como um problema de saúde pública de esfera mundial em virtude do contínuo crescimento da infecção. foram criados os primeiros Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA), pelo Ministério da Saúde (MS), que tratam-se de unidades de saúde que tem como objetivo a prevenção primária para a população no geral contra o HIV e as Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST’s). O SAE e CTA, surgiram a partir de dificuldades vivenciadas por profissionais do serviço, compreende-se que esse serviço tem capacidade de diagnosticar e acompanhar as pessoas com ISTs. O objetivo deste serviço é prestar um atendimento integral e de qualidade aos usuários, por meio de uma equipe multiprofissional de saúde. Objetivo: Identificar quais as vulnerabilidades e contribuições extraídas do serviço de assistência especializada (SAE) no manejo ao cliente HIV/AIDS positivo. Metodologia: Neste estudo, realizou-se uma revisão integrativa da literatura, com o intuito de investigar quais as produções científicas publicadas sobre as estratégias de cuidado da equipe que constituem a SAE ao portador de HIV/AIDS positivo. Realizou-se uma busca de artigos na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) / LILACS e na base de dados SCIELO. Utilizou-se de forma combinada e aleatória, as palavras chave, presentes entre os Descritores DeCs, “SAE”, “AIDS”, “HIV”, “Profissional de Saúde”. Os critérios de inclusão dos artigos foram estudos publicados nas bases de dados e pesquisa escolhidas, com até cinco anos de publicação, no idioma português, com o texto completo disponível. Para verificar se os artigos atendiam aos critérios de inclusão, realizou-se uma leitura preliminar dos resumos e, posteriormente, dos manuscritos integralmente. Os artigos encontrados foram organizados em tabelas e categorias título, ano de publicação, método de estudo, base de dados e principais objetivos e resultados, com o intuito de sintetizar as informações de maneira breve, formando um banco de dados de fácil acesso e manejo. Resultados e Discussão: Nos artigos analisados foi possível identificar que os usuários infectados pelo HIV relataram a angústia decorrente do desrespeito à autonomia, bem como da marginalização social em face da infecção. Nos artigos analisados foi possível identificar que os usuários infectados pelo HIV relataram a angústia decorrente do desrespeito à autonomia, bem como da marginalização social em face da infecção. Conclusão: A assistência às pessoas que vivem com HIV/aids, de acordo com os resultados apresentados, deve ser realizada de forma contínua, iniciando-se antes mesmo do diagnóstico - no aconselhamento - e acompanhando este indivíduo durante todo o curso de sua enfermidade. Finalmente, vale sublinhar que, respeitando-se os limites intrínsecos ao tipo de estudo realizado, existe a possibilidade de que os resultados obtidos possam ser usados para colaborar para o desenvolvimento de abordagens precoces no sentido de evitar o abandono não só neste SAE, mas em outros serviços de assistência especializada em HIV/aids do SUS.

 

Palavras-chaves:

Introdução: A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) é resultante de uma manifestação clinicamente avançada da infecção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV). A infecção pelo HIV/AIDS evidencia-se como um problema de saúde pública de esfera mundial em virtude do contínuo crescimento da infecção. foram criados os primeiros Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA), pelo Ministério da Saúde (MS), que tratam-se de unidades de saúde que tem como objetivo a prevenção primária para a população no geral contra o HIV e as Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST’s). O SAE e CTA, surgiram a partir de dificuldades vivenciadas por profissionais do serviço, compreende-se que esse serviço tem capacidade de diagnosticar e acompanhar as pessoas com ISTs. O objetivo deste serviço é prestar um atendimento integral e de qualidade aos usuários, por meio de uma equipe multiprofissional de saúde. Objetivo: Identificar quais as vulnerabilidades e contribuições extraídas do serviço de assistência especializada (SAE) no manejo ao cliente HIV/AIDS positivo. Metodologia: Neste estudo, realizou-se uma revisão integrativa da literatura, com o intuito de investigar quais as produções científicas publicadas sobre as estratégias de cuidado da equipe que constituem a SAE ao portador de HIV/AIDS positivo. Realizou-se uma busca de artigos na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) / LILACS e na base de dados SCIELO. Utilizou-se de forma combinada e aleatória, as palavras chave, presentes entre os Descritores DeCs, “SAE”, “AIDS”, “HIV”, “Profissional de Saúde”. Os critérios de inclusão dos artigos foram estudos publicados nas bases de dados e pesquisa escolhidas, com até cinco anos de publicação, no idioma português, com o texto completo disponível. Para verificar se os artigos atendiam aos critérios de inclusão, realizou-se uma leitura preliminar dos resumos e, posteriormente, dos manuscritos integralmente. Os artigos encontrados foram organizados em tabelas e categorias título, ano de publicação, método de estudo, base de dados e principais objetivos e resultados, com o intuito de sintetizar as informações de maneira breve, formando um banco de dados de fácil acesso e manejo. Resultados e Discussão: Nos artigos analisados foi possível identificar que os usuários infectados pelo HIV relataram a angústia decorrente do desrespeito à autonomia, bem como da marginalização social em face da infecção. Nos artigos analisados foi possível identificar que os usuários infectados pelo HIV relataram a angústia decorrente do desrespeito à autonomia, bem como da marginalização social em face da infecção. Conclusão: A assistência às pessoas que vivem com HIV/aids, de acordo com os resultados apresentados, deve ser realizada de forma contínua, iniciando-se antes mesmo do diagnóstico - no aconselhamento - e acompanhando este indivíduo durante todo o curso de sua enfermidade. Finalmente, vale sublinhar que, respeitando-se os limites intrínsecos ao tipo de estudo realizado, existe a possibilidade de que os resultados obtidos possam ser usados para colaborar para o desenvolvimento de abordagens precoces no sentido de evitar o abandono não só neste SAE, mas em outros serviços de assistência especializada em HIV/aids do SUS.

 


 


Keywords


SAE; AIDS; HIV; Profissional de Saúde.

References


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DOI: https://doi.org/10.34119/bjhrv3n3-118

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