Empresas de base tecnológicas do detor de biotecnologia e suas capacidades relacionais para a inovação / Biotechnology Technology Holders and Their Relational Capabilities for Innovation

João Marcos Silva de Almeida, Priscila Rezende da Costa

Resumo


As atividades de pesquisa e desenvolvimento nas empresas de base tecnológica (EBTs) de biotecnologia devido a multidisciplinaridade dos conhecimentos e tecnologias exigidos se dão de forma integrativa e colaborativa, isto contribui para que estas empresas busquem de forma contínua a inovação em seus produtos. Neste cenário a capacidade relacional a partir das alianças estratégicas pode ser um fator de distinção para a geração de valor e conquista de diferenciais competitivos. Diante deste contexto, o presente estudo tem como objetivo analisar nas EBT’s de biotecnologia as principais dimensões da capacidade relacional que contribuem para a conquista da inovação. Para tanto, foi estruturada uma pesquisa descritiva de natureza qualitativa realizada a partir de estudo de caso múltiplo com quatro EBTs de biotecnologia. Foram coletados dados primários a partir de um roteiro de entrevista estruturado e a partir de análise de documentos organizacionais, incluindo contratos, projetos e relatórios de desenvolvimento de novos produtos (DNP) foram coletados os dados secundários, para interpretar os dados recorreu-se a análise de conteúdo e foi utilizada uma estratégia analítica baseada em proposições teóricas para conduzir as discussões. Além disso, adotou-se o software Iramuteq para recuperação de corpus textuais e palavras que foram obtidas durante as entrevistas. A partir da discussão dos resultados foi possível analisar as principais dimensões da capacidade relacional, bem como as EBTs de biotecnologia planejam, estruturam, coordenam e sincronizam suas alianças estratégicas contratuais para a inovação. Foi possível também identificar que o desenvolvimento de novos produtos é uma das principais portas de entrada para a inovação no setor de biotecnologia. A consolidação dos resultados fundamentaram a proposição de um modelo descritivo com as principais dimensões da capacidade relacional associada a busca por inovação, identificando suas interações e sinergias, o que contribui para avanço do conhecimento sobre as dimensões para a gestão da capacidade relacional nas alianças estratégicas para a inovação.

Palavras-chave


Capacidade Relacional, Aliança Estratégica, Desenvolvimento de Novos Produtos, Empresas de Base Tecnológica, Biotecnologia.

Texto completo:

PDF

Referências


Alves, F. S. (2015). Capacidades relacionais em cooperações para desenvolvimento de tecnologias com e sem fins lucrativos.Tese de doutorado, Universidade Federal do Paraná, Curitiba, PR, Brasil.

Bardin, L. (1979). Análise de conteúdo. Lisboa: Edições, 70.

Barros, A. J. D. S., & Lehfeld, N. A. D. S. (2007). Fundamentos de metodologia científica. São Paulo, 2.

Biklen, S. & Bogdan, R. C.(1994). Investigação qualitativa em educação.Porto: Porto Ed., 134 301.

Bueno, B. & Balestrin, A. (2012). Collaborative innovation: an open approach in the development of new products. Revista de Administração de Empresas, 52(5), 517-530.

Camargo, Á. A. B. D. & Meirelles, D. S. (2012). Capacidades Dinâmicas: o que são e como identificá-las. XXXVI EnAnpad. Rio de Janeiro

Camargo, B. V. & Justo, A. M. (2013). IRAMUTEQ: um software gratuito para análisede dados textuais. Temas em Psicologia, 21(2), 513-518.

Chizzotti, A. (2010). Pesquisa em Ciências Humanas e Sociais. São Paulo: Cortez.

Cooper, G. F. (1990). The computational complexity of probabilistic inference using Bayesian belief networks. Artificial intelligence, 42(2-3), 393-405.

Costa, P. R. da, Porto, G. S., & Silva, A. T. B. da. (2012). Capacidades dinâmicas de inovação e cooperação: aspectos da trajetória e da maturidade das multinacionais brasileiras. In XV SEMEAD.

Cui, A. S., & O’Connor, G. (2012). Alliance portfolio resource diversity and firm innovation. Journal of Marketing, 76(4), 24–43.

Delbufalo, E., & Cerruti, C. (2012). Configuration and the capability of firms to innovate: A theoretical framework. International Journal of Management, 29(3), 16.

Dyer, J., & Kale, P. (2007). Relational capabilities: drivers and implications. Dynamic capabilities, Understanding strategic change in organizations, 65-79.

Estrella, A., & Bataglia, W. (2013). A influência da rede de alianças no crescimento das empresas de biotecnologia de saúde humana na indústria brasileira. Organizações & Sociedade, 20(65).

Fernandes, A. C., Côrtes, M. R., & Pinho, M. (2016). Caracterização das pequenas e médias empresas de base tecnológica em São Paulo: uma análise preliminar. Economia e Sociedade, 13(1), 151-173

Freeman, C. (2007). 8 A Schumpeterian renaissance?. Elgar Companion To Neo-Schumpeterian Economics, 130. Freeman, C. (2007). 8 A Schumpeterian renaissance?. Elgar Companion To Neo-Schumpeterian Economics, 130

Gibbons, R., & Henderson, R. (2012). Relational contracts and organizational capabilities. Organization Science, 23(5), 1350-1364

Gil, A. C. (2005). Métodos e técnicas de pesquisa social. São Paulo: Atlas.

Heimeriks, K. H., & Duysters, G. (2007). Alliance capability as a mediator between experience and alliance performance: An empirical investigation into the alliance capability development process. Journal of Management Studies,44(1), 25-49.

Heimeriks, K. H., & Duysters, G. M. (2003). Experience and Capabilities to Explain Alliance Performance: Substitutes or Complements. Eindhoven Centre for Innovation Studies (ECIS), Eindhoven University of Technology, The Netherlands.

Helfat, C. E., Finkelstein, S., Mitchell, W., Peteraf, M., Singh, H., Teece, D., & Winter, S. G. (2009). Dynamic Capabilities: Understanding strategic change in organizations. John Wiley & Sons.

Kale, P.; Singh, H. (2007). Building firm capabilities through learning: the role of the alliance learning process in alliance capability and firm-level alliance success. Strategic Management Journal. 28 (10): 981-1000.

Lin, H., & Darnall, N. (2015). Strategic alliance formation and structural configuration. Journal of Business Ethics, 127(3), 549–564.

Lorenzoni, G., & Lipparini, A. (1999). The leveraging of interfirm relationships as a distinctive organizational capability: a longitudinal study. Strategic Management Journal, 20(4), 317-338.

McGrath, H. (2008). Developing a relational capability construct for SME network marketing using cases and evidence from Irish and Finnish SMEs (Doctoral dissertation, Waterford Institute of Technology).

Pisano, G. P. (1991). The governance of innovation: vertical integration and collaborative arrangements in the biotechnology industry. Research Policy,20(3), 237-249.

Pisano, G. P. (2006). Science business: the promise, the reality, and the future of biotech. Harvard Business Press. Chesbrough, H. (2003). The logic of open innovation: managing intellectual property. California Management Review, 45(3), 33-58.

Richardson, R. J. (1999). Pesquisa Social: métodos e técnicas. São Paulo, Atlas.

Rozenfeld, H., Forcellini, F. A., Amaral, D. C., Toledo, J. C., Silva, S. L., Alliprandini, D. H., &

Schilke, O., & Cook, K. S. (2015). Sources of alliance partner trustworthiness: Integrating calculative and relational perspectives. Strategic Management Journal, 3 6(2), 276-297.

Schilke, O., & Goerzen, A. (2010). Alliance management capability: an investigation of the construct and its measurement. Journal of Management,36 (5), 1192-1219.

Teece, D. J. (2009). Dynamic capabilities and strategic management: Organizing for innovation and growth. Oxford University Press on Demand.

Teece, D. J., Pisano, G., & Shuen, A. (1997). Dynamic capabilities and strategic management. Strategic management journal, 18 (7), 509-533..

Walter, S. G., Walter, A., & Müller, D. (2015). Formalization, communication quality, and opportunistic behavior in R&D alliances between competitors. Journal of Product Innovation Management, 32(6), 954–970.

Wang, G., Dou, W., Zhu, W., & Zhou, N. (2015). The effects of firm capabilities on external collaboration and performance: The moderating role of market turbulence. Journal of Business Research, 68(9), 1928–1936.

Wang, Y., & Rajagopalan, N. (2015). Alliance capabilities review and research agenda. Journal of Management, 41(1), 236–260.

Yan, Y., Zhang, S. H., & Zeng, F. (2010). The exploitation of an international firm’s relational capabilities: an empirical study. Journal of Strategic Marketing, 18(6), 473–487.

Yin, R. K. (2010). Estudo de Caso: Planejamento e Métodos. Bookman editora.

Zollo, M., & Winter, S. G. (2002). Deliberate learning and the evolution of dynamic capabilities. Organization science, 13 (3), 339-351.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.