Solarização de substrato a base de esterco ovino como alternativa ao substrato comercial na produção de mudas de tomate / Solarization of substrate based on sheep as an alternative to commercial substrate in the production of tomato seedlings

Juliana Paiva Carnaúba, Paulo Jackson Colacio dos Santos, Izael Oliveira Silva, Geórgia Souza Peixinho, Edna Peixoto da Rocha Amorim

Resumo


A produção de mudas de tomate geralmente é realizada pelo próprio agricultor em sua propriedade, sendo que muitas plântulas são perdidas antes ou após o transplantio por problemas fitossanitários. Tais problemas ocorrem principalmente devido a presença de fitopatógenos presentes nos substratos utilizados. Uma alternativa para reduzir este problema é a esterilização dos substratos, sendo que a solarização é um método de desinfestação eficiente, visto que além de eliminar muitos patógenos, estimula o desenvolvimento de antagonistas. O objetivo do presente trabalho foi testar a solarização realizada em sacos pláticos transparentes, previamente misturados à terra preta e areia, em dias de sol pleno em 5 tempos (0, 24, 48, 72 e 96h), utilizando esterco ovino e substrato comercial, no crescimento de mudas de tomate. Após esse procedimento, os substratos foram distribuídos em badejas plásticas próprias para mudas e semeadas sementes de tomate. O experimento foi avaliado 25 dias após a semeadura. Os indicadores avaliados foram: Altura de Plantas (AP), Diâmetro do Colo (DC), Número de Folhas (NF); Massa Seca Foliar (MSF), Massa Seca Caulinar (MSC), Massa Seca Radicular (MSR) e Comprimento de Raiz (CR). Os dados foram submetidos à análise de variância e as médias comparadas pelo teste Scott-Knott a 5% de probabilidade, por meio do programa estatístico Sisvar versão 5.7. O melhor tratamento foi o comercial submetido à 48h de solarização, no entanto, o esterco ovino com solarização de 48h é o mais viável economicamente ao pequeno agricultor. De modo geral, a solarização com 48h se mostrou promissora.

 


Palavras-chave


Agroecologia. Crescimento de plantas. Sanidade.

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DOI: https://doi.org/10.34188/bjaerv4n3-031

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