Metodologia molecular de identificação de proteínas Cry em bioinseticidas através de PCR (Polymerase Chain Reaction) / Molecular methodology of identification of Cry proteins in bioinsecticides through PCR (Polymerase Chain Reaction)

Daniele Tasior, Adriana Micheli, Elderson Ruthes

Resumo


Bacillus thuringiensis, apresenta atividade tóxica contra espécies das ordens Lepidoptera, Diptera, Hymenoptera e Coleoptera, dentre outras. Dentre as principais características das toxinas produzidas pelo B. thuringiensis tem-se a especificidade aos insetos e biodegradação, tornando a utilização deste microrganismo viável economicamente e ecologicamente, uma vez que evita a contaminação do meio ambiente, e adicionalmente, preserva os inimigos naturais. De acordo com a literatura especializada, estirpes de B. thuringiensis apresentam grande variabilidade genética e neste sentido a utilização da PCR (Polymerase Chain Reaction) apresenta grande destaque, pois auxilia na identificação e caracterização de genes codificadores de ?-endotoxinas, direcionando os trabalhos de bioensaios. Desta forma, o presente trabalho tem como objetivo desenvolver uma metodologia de identificação das principais proteínas (Cry) que compõem os produtos comerciais. Para isso foram selecionados dois produtos comerciais (P1 e P2). Cerca de 1 ml de cada produto foi depositado em placas de petri contendo meio de cultura, e espalhados com uma alça de Drigalski, estas placas foram acondicionadas a temperatura de 28°C por um período de 3 dias para crescimento das colônias bacterianas. Em seguida, realizou-se a obtenção de DNA para identificação das proteínas Cry. Seis proteínas Cry de B. thuringiensis (Cry1Aa, Cry1Ab, Cry1Ac, Cry1C, Cry1D e Cry1F) foram selecionadas para identificação nos bioinseticidas escolhidos. Quando submetidos ao teste com o primer geral Gray-cry1, o qual confirma a presença de genes Cry1, somente o P1 apresentou amplificação molecular, ou seja, presença de proteínas Cry em sua formulação. Diferentemente, de P1, P2 não demostrou presença de nenhuma banda em gel de agarose, o que nos permite concluir que não há presença de proteínas Cry, mesmo estas estando teoricamente presentes na formulação de P2. Este dado é de extrema importância uma vez que molecularmente foi possível comprovar a formulação proteica do bioinseticida P1, pois o perfil molecular foi condizente com a presença/ausência de bandas referentes as proteínas do produto. Os resultados deste trabalho vêm somar com predição de resultados a campo no que diz respeito a efetividade do bioinseticida.


Palavras-chave


Bioinseticida, Primers, Bacillus thuringiensis, DNA.

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Referências


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DOI: https://doi.org/10.34188/bjaerv4n2-013

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