Análise espaço-temporal da evapotranspiração na bacia do rio Paraibuna usando o produto MOD16 / Spatio-temporal analysis of evapotranspiration in the Paraibuna River basin using the MOD16 product

Ricardo Guimarães Andrade, Marcos Cicarini Hott, Walter Coelho Pereira de Magalhães Junior, Celso Bandeira de Melo Ribeiro

Resumo


O conhecimento das variações espaço-temporais da evapotranspiração (ET) em escala de bacias hidrográficas é de essencial importância para uma melhor gestão dos recursos hídricos. Para estimativa da ET regional ou global, modelos e algoritmos fundamentados em técnicas de sensoriamento remoto surgem como potencial alternativa aos métodos tradicionais que têm por base as medições pontuais em situ. Nesse caso, uma opção interessante seria o uso dos métodos tradicionais combinados com dados de sensoriamento remoto, como o uso de imagens MODIS (Moderate Resolution Imaging Spectroradiometer) combinada com o método Penman-Monteith, produto denominado por MOD16. Nesse estudo objetivou o uso do produto MOD16 para análise espaço-temporal da evapotranspiração na bacia do rio Paraibuna. O produto evapotranspiração (MOD16) possui resolução espacial de 500 m e os valores de cada pixel da imagem se referem ao somatório dos oito dias de dados do período correspondente. No entanto, dependendo do ano em análise, o último período do ano é composto de 5 ou 6 dias de dados. O algoritmo é executado em bases de dados diários, sendo considerada a soma da ET da parte diurna e noturna para o cálculo da ET diária. Conforme os resultados obtidos o produto MOD16 foi consistente na estimativa da ET para a área da bacia do rio Paraibuna. No entanto, a classe “No data” ocorreu em todos os meses analisados, com destaque para sua abrangência territorial nos meses de abril de 2017 e fevereiro de 2018. Além disso, como as áreas de pastagens e remanescente florestal são as classes de maior abrangência territorial da bacia, a ET média do período analisado foi de 3,05 mm d-1.


Palavras-chave


recursos hídricos, gestão hídrica, bacia hidrográfica, sensoriamento remoto.

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DOI: https://doi.org/10.34188/bjaerv3n4-050

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