Investigação e medidas de diagnóstico da brucelose bovina no alto sertão sergipano / Research and diagnostic measures for bovine brucellosis in the high sertão sergipano

Daniela Meneses da Cruz, Armando Amorin Oliveira, Rívia Karoline Nascimento, Edimundo Flamel Santos de Sá, Kalina Maria de Medeiros Gomes Simplicio, Paula Regina Barros de Lima, Marlon de Araújo Castelo Branco, Yndyra Nayan Teixeira Carvalho Castelo Branco

Resumo


Em estudos realizados no País, o Ministério da Agricultura em seu primeiro grande estudo de brucelose bovino, que envolveu 18 Estados, Sergipe apresentou uma prevalência nos animais de 10,5%. Desta forma objetivou-se realizar um levantamento epidemiológico sobre o controle e combate da brucelose bovina na pecuária leiteira no município de Nossa Senhora da Glória. Para isso foi realizado um estudo descritivo, transversal e explicativo com os produtores de leite do Município de Nossa Senhora da Glória - SE, a partir do levantamento de dados feito por meio da aplicação de formulários sanitários. Este estudo foi desenvolvido mediante o zoneamento e a identificação das propriedades rurais. Os formulários foram do tipo, estruturado, não disfarçado, com predomínio de questões fechadas e de autopreenchimento sobre a epidemiologia para o controle e combate da Brucelose em humanos e em bovinos. Devido ao tipo de pesquisa, os resultados das entrevistas foram organizados e apresentados de forma descritiva em termos de percentuais. Foram avaliadas noventa e nove propriedades, com uma média de 2.001 animais machos e fêmeas, distribuídos em todas as categorias, pertencentes a Nossa Senhora da Glória – SE, amostradas aleatoriamente. Observou-se na análise dos questionários que 72,72% não faz teste para diagnóstico da brucelose. As regularidades dos testes são verificadas em 29,33% quando exigido transportes, eventos e créditos, 3,66% quando os animais são comprados, e pelo menos uma vez ao ano em 36,67% dos casos. 32,32% dos produtores rurais não imunizam seu rebanho contra brucelose com a B19, e somente 29,55% vacinam fêmeas de qualquer idade. Em contrapartida 69,45% imunizam as fêmeas até 8 meses de idade. Com base nos resultados obtidos, conclui-se que o controle da doença pode consistir na intensificação e adoção de medidas voltadas para o emprego do diagnóstico e vacinação contra a brucelose, além de fomentar os produtores a importância de adotar as medidas de controles.


Palavras-chave


Controle, Soro prevalência, Vacinação.

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DOI: https://doi.org/10.34188/bjaerv3n2-024

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