Manifestação fotocrômica através da geração de centros de cor em fibras de diferentes óxidos/ Photochromic manifestation through the generation of color centers in fibers of different oxides

Luana Góes Soares da Silva, Annelise Kopp Alves

Resumo


Propriedades ópticas compreendem a resposta de um material quando submetido à radiação eletromagnética e, em particular a luz visível. Luz, calor (ou energia radiante), radar, ondas de rádio e raios-X são todas formas de radiação eletromagnética, identificadas por uma faixa específica de comprimentos de onda. A luz visível fica dentro de uma região estreita no espectro, com comprimentos de onda variando entre cerca de 0,4 μm (4 x 10-7 m) e 0,7 μm. O fotocromismo é um dos tipos de cromogenismo mais conhecidos, pois esse efeito é capaz de modificar, de maneira reversível, as propriedades ópticas de um material quando exposto a radiação eletromagnética, ou seja, UV visível ou infravermelho. Em alguns óxidos esse fenômeno pode ser percebido quando estes são expostos a luz visível. Um material é denominado cromógeno quando modifica as suas propriedades ópticas ao receber um estímulo. O campo elétrico, a radiação eletromagnética, a diferença de potencial, a temperatura, a alteração de pH e a pressão mecânica são algumas maneiras de ativar-se opticamente esses materiais. No caso de um material fotocrômico, ocorre uma alteração da cor percebida, quando este recebe algum estímulo, do tipo radiação eletromagnética. Vários materiais têm sido empregados no estudo do fotocromismo, principalmente os óxidos de metais de transição, como: o MoO3, o WO3, o TiO2, o V2O5, e o Nb2O5, entre outros. Neste trabalho, examinamos a percepção visual das diferentes cores, quando da mistura de percursores de tungstênio com o TiO2. Pois, o WO3 apresenta em todos os efeitos cromógenos as maiores variações na absorbância óptica, o que faz com que este óxido seja o mais utilizado em pesquisas quando deseja-se estudar o efeito fotocrômico. Inicialmente sintetizamos fibras de TiO2, TiO2/WO3 e de TiO2/Na2WO4.2H2O por electrospinning e, tratamos termicamente entre 650 ºC e 800 ºC. Depois caracterizamos as fibras obtidas por difração de raios X (DRX), microscopia eletrônica de varredura (MEV) e testes colorimétricos. Os resultados apontam que as propriedades ópticas foram influenciadas pela temperatura de tratamento térmico e intensificaram a capacidade de absorção de luz.


Palavras-chave


Fibras, Fotocromismo, Cor, Propriedades Ópticas.

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DOI: https://doi.org/10.34115/basrv5n1-030

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