Percepção dos acadêmicos de saúde em relação ao aborto provocado / Perception of nursing academics in connection with provoced abortion

Natália Cavalcante Duque, Michael Gabriel Agustinho Barbosa, Emanuela Ingridy da Silva, Simome Martins dos Santos, Josenilda Fancisca de Oliveira, Thays Wany Silva Carvalho, Daniel Lopes Araújo, Severina Rodrigues de Oliveira Lins

Resumo


Há muito tempo a questão do aborto provocado ou induzido vem sendo visto como algo negativo que causa repugnância na sociedade. Por questões éticas, morais e religiosas, o aborto provocado é ilegal no Brasil, fazendo com que muitas mulheres se submetam a procedimentos de forma não segura e clandestinas, causando então altos índices de morbidade e mortalidade materna. Várias complicações podem ocorrer pós abortamento, sobretudo quando a gestante opta por fazer este procedimento clandestinamente. Independente da sua ideologia ou de suas crenças, o enfermeiro deve sempre prestar uma assistência de forma humanizada, e com integralidade. Objetivaram-se, com esta pesquisa, identificar a percepção e o olhar dos acadêmicos de enfermagem sobre o aborto provocado e sua opinião sobre a assistência que deve ser prestada à essa mulher em processo de abortamento. Para cumprir esses objetivos, foram entrevistados 70 estudantes, homens e mulheres, do curso de Enfermagem, em uma instituição de ensino superior, localizada no agreste de Pernambuco. Após a análise dos dados obtidos através de um questionário, constatou-se que a instituição de ensino qualificou bem os acadêmicos de enfermagem para terem uma visão humana em relação ao aborto provocado. À luz desses resultados conclui-se que grande parte dos acadêmicos de enfermagem estão preparados para lidar com mulheres em situação de pós abortamento sem preconceitos ou julgamentos.


Palavras-chave


Enfermeiro, Aborto clandestino, Percepção

Texto completo:

PDF

Referências


ADESS, L. et al. Complicações do abortamento e assistência em maternidade pública integrada ao programa nacional Rede Cegonha. Saúde em Debate. Rio de Janeiro, v 39 n 106 p 694-706, jul/set 2015.

BENUTE, G.R. et al. Abortamento espontâneo e provocado: Ansiedade, depressão e culpa. Revista Assoc. Med. Bras. São Paulo, v 55 n 3, 2011.

BRITO, R.S et al. Opinião de estudantes de enfermagem sobre aborto provocado. Revisa Baiana de Enfermagem. Bahia, v 29 n 2 p 115-124, abr-jun 2015.

CARVALHO, S.M; PAES, G.O. Integridade do cuidado em enfermagem para a mulher que vivenciou o aborto inseguro. Escola Anna Nery Revista de Enfermagem. Rio de Janeiro, v 18 n 1 p 130-135, 2014.

DINIZ, D. A cada minuto uma mulher faz aborto no Brasil. 2016. Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/sociedade/aborto-a-cada-minuto-uma-mulher-faz-um-aborto-no-brasil. Acesso em: 07/04/2019.

DINIZ, D.; MADEIRO, A. Cytotec e aborto: A política, os vendedores e as mulheres. Ciência e Saúde coletiva. Brasília, v 17, n 7, p 1795-1804, 2012.

GESTEIRA, S.M.A; DINIZ, N.M.F; OLIVEIRA, E.M. Assistência à mulher em processo de abortamento provocado: discurso de profissionais de enfermagem. Acta Paul Enferm. São Paulo, v 21 n 3 p 449-453, out/dez 2008.

G1. Número de abortos cai no mundo, puxado por países desenvolvidos com legalização. 2018. Disponível em: https://g1.globo.com/bemestar/noticia/numero-de-abortos-cai-no-mundo-puxado-por-paises-desenvolvidos-com-legalizacao.ghtml Acesso em: 01/05/2019.

LEMOS, A.; RUSSO, J.A. Profissionais de saúde e o aborto: o dito e não dito em uma capacitação profissional em saúde. Interface. Rio de Janeiro, v 18 n 49 p 301-312, 2014.

MARIUTTI, M.G.; ALMEIDA, A.M.; PANOBIANCO, M.S. O cuidado de enfermagem na visão de mulheres em situação de abortamento. Rev Latino-am Enfermagem, v 15 n1 p 20-26, jan/fev 2007.

MORTARI, C.L.H.; MARTINI, J.G.; VARGAS, M.A. Representações de enfermeiras sobre o cuidado com mulheres em situação de aborto inseguro. Rev. Esc. Enferm. USP. São Paulo, v 46 n 4, ago 2014.

PIMENTA, E.S.T. Causas e consequências do abortamento induzido. 2010. 23f. Dissertação de mestrado – Faculdade de Medicina, Universidade do Porto, Portugal, 2010.

PINHO, I.C.; SIQUEITA, J.C.B.A; PINHO, L.M.O. As percepções do enfermeiro acerca da integralidade da assistência. Revista eletrônica de enfermagem, v 8, n 1, 2006.

PITILIN, E.B. et al. Assistência de enfermagem em situação de aborto induzido/provocado: uma revista integrativa da literatura. Revista eletrônica trimestral de enfermagem. Santa Catarina, n 43, p 453-466, jul 2016.

ROMIO, C.M. et al. Saúde mental das mulheres e aborto induzido no Brasil. Psic. Rev. São Paulo. São Paulo, v 24 n 1 p 61-81, 2015.

SANDI, S.F; BRAZ, M. As mulheres brasileiras e o aborto: uma abordagem bioética na saúde pública. Revista Bioética. Rio de Janeiro, v 18 n 1 p 131-153, 2010.

SOUZA, M.G. et al. Prevalência e características sociodemográficas de mulheres com aborto provocado em uma amostra da população da cidade de São Paulo. Revista Brasileira de Epidemiologia. São Paulo, p 297-312, abr-jun 2014.

TERRA. Uruguai: após legalização desistência de abortos sobre 30%. 2015. Disponível em: https://www.terra.com.br/noticias/mundo/america-latina/uruguai-apos-legalizacao-desistencia-de-abortos-sobe-30,2e4163764976c410VgnCLD200000b1bf46d0RCRD.html. Acesso em: 01/05/2019.




DOI: https://doi.org/10.34115/basrv4n3-092

Apontamentos

  • Não há apontamentos.